Loucura, insensatez, estado inevitável

Os trabalhos ontem estavam caminhando tranquilamente.

Ontem, a última postagem foi às 09h00min. Hora que eu finalmente vim pra casa tomar um banho e ir para a UEM fazer a prova de Direito Comercial.

Pois bem, chegando no bloco D-34, a votação estava tranquilissíma, com dois mesários, sendo o principal o Abraão. Os fiscais da chapa Caminhando e Universidade Agora estavam lá também (JP e Amanda). Papo vai, papo vem, quando eu começo a analisar a votação percebo um erro crasso!!

O mesário, desde o início da votação, havia esquecido de pedir as assinaturas dos votantes!

Ninguém habia percebido. Inclusive, se não me engano, alguns fiscais chegaram a votar e não percebram o erro absurdo! Pois bem, na hora pedi que constasse em ata, e pedi para que os fiscais escrevessem que estavam cientes dos fatos. Eu assinei o documento e, em princípio, não percebi má-fé do mesário. O cara devia estar com sono e não leu a merda das instruções que nós da Comissão Eleitoral escrevemos em folha separada.

Fiz a prova com o Carlão. Mandamos bem, por sinal. Saí da prova, encontrei os fiscais e a votação seguiu em ritmo lento. Aí começaram os boatos e ligações no celular: "Zanatta, que que tá acontecendo no Direito?", "Zanatta, os alunos não assinaram a lista no Direito? Vai ter que impugnar, isso é absurdo", "Zanatta, você viu que o mesário não fraudou, né, só esqueceu, consta em ata".

Eu até imagino o boate que isso virou entre as chapas na parte da manhã. OK, fechamos a urna e levamos para a sede da Comissão Eleitoral. Tentei dormir um pouco (já estava nessa hora, a mais de 30 horas acordado) e consegui, no máximo, uns 15 minutos de soneca no horrível sofá do DCE.

A tarde foi tudo tranquilo até. Urnas pra lá, pra cá, inscrição de mesários, lanches pra lá, pra cá, bate-papo, e cada um querendo dar a opinião sobre o ocorrido com o Direito.

Lá pelas 18h00min a confusão começou. Encontrei o Oscar, presidente do CA de Direito, e falei com ele que seria interessante o CA de Direito entregar um ofício, pedindo a validação dos votos. Ele disse que estava resolvendo isso.

A chapa Universidade Agora, que tem vários membros do Direito, inclusive a Amanda, colaboradora do Centro Acadêmico, entregou um documento pedido a validação dos votos do Direito, e pedindo uma rubrica da Comissão Eleitoral em cima do vista do mesário, como que substituindo o erro. O documento ainda pedia que a resposta fosse dada antes das entregas da urna, devido ao caráter de urgência. O documento não estava assinado por um órgão ou chapa. Simplesmente continha a assinatura do Oscar, presidente do CA, da Amanda, acadêmica de Direito, e minha assinatura, como membro do CA.

Nós só conseguimos nos reunir às 19h, e entramos em reunião para discutir se iríamos ou não validar os votos do Direito. E enquanto isso ia juntando gente lá fora, gente que se odeia, gente da chapa 03 e chapa 04, gente da UNE e da CONLUTE.

A reunião foi tensa. Eu, Perez (história) e Rodrigo (psicologia) defendíamos a validação da urna da manhã por vários motivos. Por ter o aval dos fiscais, que estavam lá presentes e assinaram a ata, por não ter indícios de fraudes por conta do mesário, por ser uma urna muito emblemática nas eleições (é o curso que mais vota na Universidade, são 800 alunos), e para evitarmos maiores problemas. Eu sabia que a impugnação da urna da manhã seria a maior dor de cabeça que uma Comissão Eleitoral poderia ter.

Já era 19h20min, e os mesários das duas chapas já estavam lá fora, esperando para serem credenciados e pegarem as urnas. Aliás, perceberam que ridículo o que eu disse? Mesários das duas chapas! Isso é um absurdo e foi o que aconteceu. Os Centros Acadêmicos da UEM não enviaram mesários, e as chapas indicaram "quase-membros" e apoiadores para serem mesários. E onde fica a imparcialidade e probidade um hora dessas, não é?

Nós discutimos, discutimos, mas não chegamos a um consenso. A Claudinha (ed. física e ex-membro da caminhando chapa 04), o Rafael Evaristo (geografia) defendiam a não validação dos votos. O Victor (economia) e a Luciene (ciências sociais) não haviam decidido. A Claudinha era visível a que mais defendia a impugnação da chapa, defendo o texto do estatuto. Ela usou de todos os argumentos. Eu concordei com ela, mas não no contexto em que aconteceu o erro. Uma coisa é um mesário não coletar as assinaturas sem a supervisão de ninguém. Outra coisa é um mesário, com uma mesária auxiliar, mais 3 fiscais de chapa e mais um membro da Comissão Eleitoral errar formalmente numa eleição. Pois convenhamos, foi somente um erro formal.

Mesmo assim, não deu. Na votação, deu 4 votos contra 3. O Victor e a Luciene acharam que era melhor impugnar a urna e abrir outra.

Enquanto estávamos reunidos, começaram a bater freneticamente na por e com violência. Lá fora, pessoas gritavam: "Liberem as urnas pros mesários! Vamos começar logo essa porra!". Assim que o Perez abriu a porta e disse que a Comissão havia decidido por impugnar a urna da manhã, a desordem se iniciou. Membros das duas chapas rivais (03 e 04) começaram a esbravejar com a gente: "Isso é um absurdo! Vocês estão loucos, vocês não podem fazer isso". E começaram a gritar, socar as portas da nossa sala e tudo mais. O argumento deles era de que a Comissão só poderia impugnar havendo pedido de impugnação, sendo que houve somente um pedido de validação dos votos. Tudo bem, por esse ângulo eles estavam certo. Mas analise bem, se um pedido de validação de urna é negado, e o estatuto reza que com mais de 3% de votos irregulares uma urna é impugnada, logo dos 130 votos da manhã no Direito, 110 foram invalidados, tornando-se irregulares. Portanto, a urna é impugnada.

E a confusão não parava. A chapa 04 apresentou um recurso, pedindo a não impugnação dos votos. Percebe-se que nenhuma chapa queria a impugnação da urna. A comissão eleitoral quando fez isso, comprou briga com as duas chapas. Foi cagada. Eu sabia que ia dar merda e tentei convencer o resto do pessoal.

Enquanto liamos o recurso e discutíamos, a pressão aumentava, e dentro da sala as coisas estavam quase inaudíveis. Membros da chapa 04 gritavam pra liberar a urna. Membros da chapa 03, e NÃO MEMBROS, como um tal de Rafael da UNE, um idiota que veio de Porto Alegre somente pra complicar as coisas, começaram a xingar a Comissão e disseram que a resposta deveria ser entregue em escrito, antes da entrega das urnas da noite.

Era 19h30min, e começamos a discutir o recurso. Na porta da sala o caos se instalou. Chapa 03 e agregados (UNE) e Chapa 04 e agregados (CONLUTE) começaram a se empurrar. Empurra-empurra, gritaria, confusão, até que saiu o primeiro soco. Eu estava há mais de 40 horas sem dormir, vendo aquela visão do inferno, processando as informações e tentando achar a melhor solução possível. Alguém da Comissão começou a passar as urnas pela janela para os mesários. Aí os caras da chapa 03 ficaram loucos, principalmente esse tal de Rafael. O cara começou a xingar o Rogrido de filha-da-puta e jurar nosso membro da comissão de morte, falando que ia acertar lá fora com ele depois. Mas que cara babaca. O Rodrigo foi um que votou contra a impugnação. O documento nem estava assinado, nem era pra ele a resposta. Não estava assinado pela UNE, e pelo visto, era um documento do CA de Direito.

Entregamos a folha de resposta, declarando os votos e a decisão de impugnação. Aí começou mais violência gratuita entre chapa 03 e 04. Gente querendo passar pela porta pra pegar as urnas, gente travando a porta. Loucura, nunca tinha visto tanta imbecilidade política.

Com aquela zona rolando, tentamos votar o recurso. E decidimos por não impugnar a urna. Iríamos soltar uma urna da manhã, pra votação. Nossa, que confusão. O Perez tentava segurar a porta, pois tinha gente tentando invadir a sede da Comissão Eleitoral. O Evaristo (um cara de quase 2,0metros) já estava nervoso, querendo cair no soco com alguém lá fora. O Rodrigo tentava dialogar com as pessoas na janela, bem como a Claudinha, a Lu. O Victor estava sentado, esperando que as coisas se acalmassem, e eu estava no computador escrevendo a resposta do recurso.

As urnas começaram a sair, no meio do empurra-empurra-, no meio de pessoas se socando, se xingando, era um grito mais alto que o outro. Quando a Comissão entregou a resposta do recurso, as coisas começaram a resfriar novamente. Finalmente a urna do Direito iria para votação. Só que a Comissão decidiu por fazer os votos da noite em separado (isto é, iria dentro de um envelope) e depois iria para a urna, para não se confundir com os votos da noite. CARALHO. Aí começou a confusão. O pessoal da 03 começou a esbravejar que aquilo é um absurdo, que nossa Comissão era uma fraude e tudo mais. Que a votação em separado iria atrasar a votação. Já era 19h45 e os alunos já estavam entrando nas salas. Sendo que tinha jogo do São Paulo x Boca e quinta-feira (hoje) não haveria aula. Ou seja: os alunos não iam ficar mais que 21horas no bloco.

O Evaristo foi com a Lu comprar os envelopes. Olha isso. Nós não tinhamos nem os envelopes para fazer a votação em separado. E o tempo passando. Finalmente quando voltaram pegamos tudo correndo, e fomos fazer o cadastro dos mesários. A 03 indicou um e a 04 outro. Ambos estavam com camiseta de chapa e tiveram que trocar. Mais tempo perdido.

Quando chegamos no bloco de Direito estava tudo tranquilo finalmente. O bloco tranquilo. Professores dando aula. De repente, some o Marcela (mesário indicado pela 04) e aparece um tal de Piérre. Esse cara foi o estopim da guerra que surgiu. Eu tinha visto esse Piérre gritando uns minutos antes, era ele que mais gritava para soltar as urnas.

Montamos a mesa de votação, e eles começaram a contar as cédulas (mesários). Enquando o rapaz da 03 contava rapidinho, o Piérre contava uma por uma, com uma lentidão nunca vista antes. Todos sabiam que os votos do Direito iriam em sua maioria para a Chapa 03, por isso a Chapa 04 estava usando de artifícios absurdos. No meio dessa cena, membros da Chapa 03 e não membros (como um tal de Pablo que se apresentou como membro da UNE, de outra cidade, paulista ou gaúcha) começaram a gritar: "Comissão eleitoral, faz alguma coisa, esse cara é um filhodaputa, olha que ridículo o que está fazendo!!! É um ultraje à eleição!! Está atrasando de propósito!". Nessa hora, professoras das salas ao lado interromperam as aulas, para pedir silêncio. Mas era tarde mais. Eles gritavam sem parar.

Cheguei bem próximo ao Piérre e pedi com aquela gentileza de Don Corleone. "Piérre, você é um homem razoável, sabe que esse jogo somente vai complicar as coisas. Você me conhece, sabe que estou sem interesses aqui. Faça esse favor por mim, e ficarei devendo um favor pra você. Conte mais rápidos as cédulas, vamos parar de perder tempo aqui, os alunos estão indo embora". Eu tentei, mas o tal do Piérre responde com grosseria: "É meu direito de fiscal contar uma por uma, estas cédulas, porra".

Ele contava, e o pessoal da 03 gritava. Nessa hora, muitos alunos do 4° e 5° saíram das salas e foram para o corredor. E o Piérre contava, fingia que perdia a conta, contava de novo. Até que eu tentei intervir, falei que iria contar as cédulas. O Piérre pegou as cédulas e segurou contra o peito. Nessa hora, os nervos de todos os opositores ali (chapa 03) estavam à flor da pele. Eu pressentia alguma merda.

Outros membros da Comissão chegaram. Eu implorei à eles: "comissão, vamos tirar esse Piérre, ele nem está cadastrado, o mesário aqui deveria ser o Marcelo". Todos concordaram, menos a Claudinha. Porque a Claudinha, de novo? Seria o instinto de defender a ex-chapa dela? Cara, não sei porque ela resolveu defender a atitude ridícula do Piérre. Cheguei pro Piérre e falei com calma: "Piérre, saia daqui. Você foi destituído por esta Comissão". O cara levantou, todo vermelho, sem nenhum controle emocional e começou a gritar: "vocês não podem fazer isso, isso é uma afronte, não está no estatuto, vocês não podem fazer isso porra". Quando olhei em volta, o caos estava armado. Todos os alunos já estavam no corredor, o pessoal da UNE e da Chapa 03 estava gritando: "IH, FORA! IH, FORA! IH, FORA!". Os alunos começaram a gritar junto, e o cara se recusou a liberar as cédulas. O Luiz, meu colega de classe, era o primeiro da fila e já estava batendo boca: "Eu quero votar, porra!". CAOS, DESORDEM. A Comissão já havia perdido todo o controle da votação do Direito. Não demorou muito, alguns segundos e membros da UNE e da chapa 03 começaram a agredir o Piérre. Soco, chute, xingaria, e mais de 400 alunos espremidos num corredor assistindo tudo. No meio da zona, professor caiu da escada, gente foi espremida, muita gritaria. Eu saí correndo a fui chamar a vigilância.

Cheguei na vigilância ofegante e não consegui nem falar. Só ouvi o guarda da central ouvindo o pedido:
-Atenção central, chame a polícia pro bloco D-34. A coisa tá feia.
Quando o guarda terminou de ouvir, se virou à mim e disse: "O que foi, rapaz?". Eu respondi: "É isso aí que o senhor ouviu, chama a polícia, o pau tá torando lá no D-34. Pancadaria, porrada. Tá todo mundo levando lá, até professor.

Quando voltei pro bloco, vi o tal do Rafael saindo. Devia estar fugindo da polícia o sujeito. Subi no bloco, todos os vigilantes da UEM - espertos - estavam na escada, entre o terceiro e o segundo andar. Resolveram não intervir, sabiam que era pior. Os próprios professores começaram a organizar a confusão. O Raccanello foi o que mais discutia com as duas chapas. Enquanto isso, um cordão humano foi montado pela chapa 03, enquanto um gritava: "Atenção alunos, quem quiser votar, passe por esse cordão! Aqui ninguém vai impedir vocês".

Resumo da ópera: pancadarias se espalharam pela Educação Física, outros locais de votação e até nas extensões Umuarama e Cianorte.

Eu fiquei descrente com tanta selvageria. Nunca tinha visto tanta politicagem extrema, violenta, infantil. Naquele momento eu decidi: estava cansado demais para ver mais briga, mais gritaria, mais disputa de interesses por um DCE. Interesses que estão fora da UEM. Pessoas que vem de fora para influenciar, com outros planos.

Lá pelas 23h00min passei minha função para o Birigui (José Renato) e resolvi sair daquela zona. Não queria ver mais porrada na contagem dos votos. Não tava afim mais de ficar ouvindo xingamento, depois palavras calmas e pedidos cheios de zelo e interesses por parte de apoiadores de chapa. Ontem eu vi de tudo o que pode rolar na política. Vi mentira, vi jogada, artifícios sujos, hipocrisia, violência, nervosismo, ódio. Vi a pior face humana. E vi ainda com um olhar exausto, com os olhos de um homem que não dormia há mais de 40 horas.

No final das contas, a única chapa neutra foi o Bonde do Amor. Foi a chapa que sempre pediu calma, "amor". Os gritos de mais amor podiam ser cínicos, irônicos, mas era o que faltava.

Assim que cheguei em casa, apaguei. Havia falado pra comissão que iria voltar, mas meu corpo não permitiu. Hoje, acordei meio-dia e ao telefone a Pri me disse que a Caminhando venceu por 1.000 votos, mais ou menos, contra 800 da Universidade Agora e 600 do Bonde do Amor. Eu agora vejo tudo com um olhar mais distante. Fiz de tudo pra garantir um processo eleitoral probe, limpo, sem brigas, mas não deu.

Acho que fui ingênuo.

A equação foi simples:
Erro bobo do mesário + decisão errada da Comissão + jogo sujo pra atrasar a votação = CAOS, PORRADA.

Bom... fiquei extremamente desapontado com as pessoas que fizeram parte desta votação, mas a experiência foi boa. Deu pra aprender bem o que esses políticos profissionais, esses caras que adoram protestar, tumultuar, fazem.

3 comentários:

  1. Nossa, foi o que comentei com um colega: "Cra, por mim as portas desse DCE fechavam por um ano" pra esse bando de gente inútil que só tá a fim de faturar por tras de um ideal, ou por uma falta de ideal tomar no Cú mesmo! Começar a ter um pouco mais de respeito pelo menos pelos, sei lá, 3 mil? Estudantes que votaram pq acreditam que essa PORRA é séria!
    VAI TOMAR NO CU!
    Me arrependo de ter votado em quem votei, votei por falta de opção DECENTE! Merda! Que decepção. Tá, não precisa de tanta revolução e luta? Não precisa, não tá tão ruim assim. Tá ruim, mas NADA justifica a falta de respeito que aconteceu a noite passada no DCE.

    VÃO SE FODER, POLITIQUINHOS DE BUTEQUIM DE MERDA DA PORRA QUE FINGEM QUE LEVAM ALGUMA COISA A SÉRIO.

    (beijo amor)

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  2. Tô cho-ca-da!
    e nem acredito que li tudo..

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  3. Não teve briga no direito. Uma briga pressupõe que as partes na iminência de colisão tenham certa igualdade de forças. Isso não passou no direito. 20 pessoas contra apenas uma não é briga. É covardia. É brutalidade e selvageria. Tudo isso aos olhos de dezenas de estudantes, uma maioria silenciosa, cúmplice das violências contra o rapaz da Caminhando. Eu estive lá, assisti tudo e só vi um estudante tentando tirar o rapaz que estava apanhando. Isso não importa. O que importa é que ele atrasava as urnas, as cédulas e esse monte de coisas. Era unânime as opiniões: foi o rapaz (veja como a vítima vira o algoz) da Caminhando que começou... e assim sucessivamente. Incrível... Impressionante... Uma pessoa "começar" a apanhar, por puro capricho ou pelo mais zeloso desejo de sofrer. Para não ter que se haver com a própria consciência, a maioria dos alunos ali presentes repetiam isso permanentemente, como se quisessem se auto-convencer de que calaram covardemente diante da mais brutal cena de covardia já vista na Universidade. Ninguém está criticando os votos majoritários do direito para a chapa 03. Num curso de classe média bem alimentada não é difícil imaginar outra conduta. Mas Como futuros "operadores do direito" poderia se esperar algo mais do que: foi o menino da Caminhando que começou. Aquele ódio orgânico, quase congênito que sentem as franjas mais privilegiadas da sociedade pelos "vermelinhos", "sujinhos" (porque, para eles, todo pobre é sujo) e outros adjetivos desqualificantes, foi desnudado com a mais trágica cena das eleições. O discurso da maioria - que lamentável ter de reconehcer isso - sobre a briga é o mesmo que usavam na ditadura militar: coloca-se um sinal de igual entre uma pessoa que apanha e 20 que batem e temos uma briga. Acabou!!! Não precisamos tomar posição pelos mais fracos, porque é só uma briga, onde todos são iguais. Aqueles "iguais" que bateram minutios depois roubaram uma urna na Educação Física. Antes disso, quando estavam no DCE, roubaram um computador e uma máquina fotográfica (há processo rolando sobre isso) que os "vermelinhos" compraram. Os "verdinhos" ameaçaram namoradas dos "vermelinhos", deram um soco na cara de outros dos "vermelhos" e ainda brincaram com o sangue que escorria em seus lábios: "passou batonzinho?", era a pergunta que faziam em tom de provocação, na cara de uma legião de "neutros" que culpabilizavam o "atrasador de cédulas". Chega! A briga não é nada diante dessa versão oficial que o curso direito adotou para satisfazer seu amor próprio. Desculpe o tamanho da mensagem. Abraços, Zanatta.

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