Aí sim fomos surpreendidos novamente!

Olha, essas últimas duas semanas tem sido tão atarefadas e cheias de compromisso, que eu mal tive tempo de escrever algo digno da leitura das pessoas bacanas que acessam esse blog (e ultimamente, tenho descoberto diversos leitores). Aliás, os últimos três posts foram coisas simples: um comentário sobre o congresso em Curitiba, uma propaganda da festa do Vinícius (no Tribo's) e um convite aberto ao grupo de conversação em francês do colega Rafael Beloti.

Ou seja, de crítico, nada escrevi. Nem pretendo por hoje, também, pois me falta tempo para determinar um objeto de análise e pensar a respeito antes de abrir a janela 'postagem'. Ainda estou finalizando o primeiro capítulo da monografia (precisamente sobre os efeitos da interdiciplinaridade entre direito e economia na pesquisa brasileira) e não sei quando vou finalizar os próximos quatro.

Fato é que várias coisas bacanas aconteceram e eu deixei de relatar.

1. Curitiba
Por exemplo, lá em Curitiba, entre quinta e domingo, não escrevi sobre a recepção incrível que tive do meu grande amigo Michel, em seu apartamento no centro da cidade (em frente ao Mercadão Municipal, pra ser exato!). Também não escrevi sobre o almoço muito bacana no Mafalda Café & Bristô com a amiga de longa data Silvia Horta, hoje no último ano de Direito da Universidade Federal do Paraná.

Curitiba rendeu diversas noites bacanas e histórias incríveis, além do aprendizado jurídico no Simpósio do Teatro Guaíra. Na quinta-feira (20/05), depois de tomar alguns chopps com minha mãe e minha cunhada (Leli) no Red Rock do Shopping Estação, fui parar no James Bar, com o Michel. Sem saber, nos deparamos com uma baita noite de rock independente na capital paranaense, com as bandas Criaturas e Mordida. Talvez, o melhor show que assisti em 2010 até o momento.

"Cartaz da festa jovem que curtimos em Curitiba"

As duas bandas fizeram um show enérgico, dançante, empolgado, genuíno. Fiquei impressionado com o nível altíssimo das duas bandas e das composições. O Criaturas lançou o disco O Sexto Dedo, e o Mordida, após lançar os EPs Festa Jovem e Tokyo, prepara o lançamento do primeiro álbum no formato long play.

Depois do show, conversamos (e bebemos) um monte com o Caetano (baixista do Criaturas) e com a Xanda Lemos (vocalista), que gentilmente dividiu sua cerveja comigo. Ela contou sobre a longa existência da banda e das dificuldades de manter o projeto morando nos Estados Unidos. Sim, ela não mora em Curitiba e estava no Brasil somente por duas semanas. Demos sorte de assistir a esse show, digamos, exclusivo.

Na outra noite, sexta-feira, tivemos um jantar muito dez no apartamento do Michel com o Bruninho, a Rannah e o Felipe Spack, amigo advogado militante pelo Movimento Popular de Curitiba. Fizemos uma macarrão ao molho branco com muito manjericão. Foram três garrafas de vinho (um Rioja espanhol, um Cabernet chileno e um Malbec argentino) e muito papo. Depois, fomos andando em plena madrugada (quase 01 da manhã) do Mercadão Municipal até o Empório São Francisco, passando pela rua Marechal Deodoro e pelo fantástico Largo da Ordem, que mais parece a Praga brasileira.

"Me senti nas proximidades de Staromestske Namesti, em Praga!"

Lá no Empório São Francisco encontramos longas filas para fazer o cadastro no bar (cada cliente tem um cartão próprio, que leva pra casa e retorna ao local, com seus créditos de consumo) e escutamos o som de duas bandas covers. A noite não foi tão agradável no quesito sonoro, mas a diversão ficou garantida em razão do Ben Hur Lima Pinto, amigo de longa data aqui de Maringá. O cara é o tal do figura, sempre fazendo piadas inimagináveis, dotado de uma criatividade sobrenatural e inteligência agudíssima.

Na sábado, almocei com a família (Renan, Mãe, Leli, Amit) no Mercadão Municipal e voltei ao congresso. A noite, fomos ao aniversário dum amigo tatuador, Michel Braga, lá num barzinho chamado Corcovado. Dessa vez, fomos de táxi. E apesar de estarmos na gélida capital paranaense, curtimos um samba raiz bem carioca, tomando cerveja trincando. O repertório da banda foi bem escolhido e os músicos eram excelentes (principalmente o cara do violão). Foi bacana.

Domingo pegamos e estrada no carro do e voltamos pra Maringá.

2. A semana em Maringá
Aqui na Cidade Canção a semana foi corrida, compensando na pesquisa os estragos dos dias de "folga" em Curitiba.

Na própria segunda tratei de fazer a inscrição no processo seletivo do Mestrado da Universidade de São Paulo, na área de Teoria Geral do Direito, pois lá existe uma linha de pesquisa interessante sobre Direito e Regulação (Prof. José Eduardo Faria e outros) e teoria da Análise Econômica do Direito, temas com plena relevância e conexão com meu trabalho.

Fiz a inscrição, digitei e imprimi uma procuração particular com firma reconhecida para o Dr. Carlos Eduardo Gonçalves, juntei os documentos necessários e enviei por Sedex para meu amigo (e advogado) Carlão em São Paulo. No outro dia, ele efetuou a inscrição.

Agora preciso reestruturar meu cronograma de estudos, para incluir as disciplinas da prova específica do Mestrado e da proficiência em inglês (tough I won't have to worry so much about this one, I guess).

De qualquer forma, Mestrado na USP não é brincadeira. Aliás, seria fantástico obter êxito nas provas e realizar a entrevista com o possível orientador. Mas isso é assunto pra outra hora.

Na terça-feira, fui informado pelo Vinícius que rolaria de vez a festa de aniversário dele no Tribo's - open bar e com três bandas. Daí surgiu a novela para tentar trazer o Renan (meu irmão, vocalista da banda Frank The Tank), que não queria vir de ônibus em razão de trabalho em Curitiba na sexta-feira. A história culminou com Renan voltando de avião para a capital, as 07h da manhã, após uma noitada louca com muita diversão.

"How do you afford you rock n' roll lyfestyle?"

A festa, na quinta, foi um sucesso total, com muitos amigos lotando o bar para celebrar o aniversário de 24 anos do fundador da República Frank The Tank. Tinha muita gente bacana da velha guarda reunida num só lugar - com cerveja de graça. Isso só acontece de vez em nunca!

"Bruninho, Bandido, Pedrão e Petrus - a velha guarda"

Naquela noite de quinta-feira ainda subiu ao palco a banda Eco Estático, dos amigos Trabuco e Luiz Emílio, juntamente com o Jimi Hendrix e o John H. Bonham de Maringá.

"Huuuuuuuul, foxy lady!"

Como sempre, os rapazes mandaram só o fino do hard rock, inde de Zeppelin a The Who (aliás, subi ao palco pra cantar My Generation), passando por Beatles, Stones, Kinks e outras bandas clássicas. Com certeza, a melhor trilha sonora para se beber uma cerveja e cantar clássicos refrões.

Infelizmente, não peguei o show dos amigos do Godfather Blues (Che, Tonin, Chor e Paulinho), mas imagino que tenha sido uma coisa de louco. Aliás, quem esteve presente, faça o favor de comentar algo a respeito do fim da festa.

3. O fim de semana
Sexta-feira acordei acabado, após dormir apenas três horas e fui pra Universidade fazer uma prova de Direito de Família. Coisa linda de Deus. Imagine você o meu estado.

A tarde, exausto, fui para o escritório do meu orientador, Dr. Paulo Roberto de Souza e discutimos sobre diversos assuntos das 14h as 19h. Saí de lá correndo, com a cabeça cheia e três livros nas mãos: Direito e Razão (do italiano Luigi Ferrajoli), La Fruta Prohibida (do espanhol Juan Ramon Capella) e O Direito entre Modernidade e Globalização (do francês André-Jean Arnaud).

Passei em casa, tomei um breve café com a Pri e parti para a aula de Prática Trabalhista na UEM, das 19h30 as 23h (numa sexta-feira, acredita?).

Sem dinheiro e acabado, não tive condições de ir ao aniversário do Renatão (Prof. Astromar & Os Caçadores de Lobisomem) e do Leandro (Charme Chulo) no Tribo's Bar. Tampouco tive tempo para falar do disco do Professor Astromar e da "entrevista" virtual que fiz com o Renato, explicando o porquê da banda e das músicas lançadas esse ano. Peço desculpas a vocês, meus velhos, por não ter ido!

Sexta a noite curti o merecido sono que me foi privado na noite de quinta.

Sábado, passei o dia lendo diversos artigos, fui à festa junina da minha cunhada de seis anos no CTG (aliás, a Beatriz dançou com o filho do Prof. Medina, o João Vitor - veja só que mundinho pequeno) e recebi meu pai em casa a noite (vindo de Umuarama), que nos convidou para uma cerveja esperta num barzinho qualquer de Maringá. Quando era quase meia-noite, o velho Odaça passou aqui com o Roger (o lendário gaitista) e fomos para a Cachaçaria Água Doce tomar algo fresco.

Sentamos lá e apreciamos a boa cerveja (Original), a boa comida (escondidinho e bolinho de carne seca, com muita pimenta) e o bom MPB ao vivo.

Após duas horas de boteco, todos estavam borrachos. O Roger, aliás, estava hilário com suas revelações sobre a paixão por mulheres mais velhas. E mais: ele não parava de repetir o bordão do Zagallo, que é o título do post de hoje. Isso realmente fica na cabeça.

No domingo fomos com meu pai ao churrasco de despedida do Prof. Carlos Jaelso (Agronegócio, Cesumar), que passou no concurso da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul e está de partida.

4. A semana que está por vir
Pois é, meu amigo. Agora já estamos no início de Junho, a poucos dias da Copa do Mundo (e não é que Vanucci falou que a África era logo ali?) e o tempo é implacável.

Sinto que os dias são curtos demais. Falta tempo pra ler, pra pesquisar, pra escrever a monografia, pra parar e pensar, pra publicar algo aqui.

Mas prometo que me esforçarei pra trazer ao blog assuntos interessantes, afinal, o leitor está cada dia mais exigente.

Tudo bem. Vou dar conta do recado. O importante é você aqui, estabelecendo o velho diálogo.

Bola pra frente! (expressões futebolísticas estão em voga em tempos de torneio mundial).

Um comentário:

Bruno Vicentini disse...

por que quando você fala de mim você não "linka" o meu blog? AUHAUHAUI! ele é indigno!

também fiz prova bêbado na sexta e se não fosse a rannah eu tinha perdido, tinha ficado dormindo. tenso.

abraço!

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