Outch, Charlie!

Dor, dor, muita dor. Estas últimas 24 horas foram horríveis pra mim. De repente aconteceu uma crise muscular com o meu maxilar esquerdo, que me tirou o sono de ontem e me fez ir até o Pronto Atendimento da Unimed me consultar e tomar uma injeção de anti-inflamatório e analgésico.

Na verdade, já faz uns 3 ou 4 dias que venho sentindo uma leve dor no lado esquerdo do maxilar, mas eu vinha sempre massageando meu rosto para enganar a sensação incômoda. Ontem, depois de chegar do Cesumar a situação chegou ao ápice. Deitado na cama, a dor foi aumentando, aumentando, aumentando até que levantei, fui para o banheiro, acendi a luz e fiquei rezando praquela dor parar. A Pri acordou na hora, perguntando se eu queria ir ao médico. Eu sabia que seria inútil se consultar com um clínico geral de plantão, mas não teve jeito, a dor me convenceu a ir.

Fui dirigindo com a Pri até o Pronto Atendimento da Av. Bento Munhoz (prédio muito bem construído, por sinal). Lá, fui atendido por um médico de cara amassada e avental sujo de molho que me alertou do que já era previsto:
- Olha..não é a garganta, nem o ouvido. Você precisa consultar seu dentista amanhã. Mas mesmo assim, vou receitar uma injeção de analgésico e anti-inflamatório pra melhorar um pouco sua dor.

Sentei numa cadeira branca sinistra, daqueles que tem uma tábua branca na frente pra você apoiar o braço, e a enfermeira injetou uma solução amarelada numa grande seringa na veia do meu braço direito. Depois de alguns minutos a dor diminuiu um pouco.

A Pri voltou dirigindo e então fomos novamente pra cama. Dormi com dificuldades.

Hoje a dor estava violenta. Não aguentei ir para a Universidade. Liguei para o meu dentista, o Dr. Ítalo, e expliquei a situação toda. Ele disse que não poderia ajudar. Me recomendou outro dentista, Dr. José Lopes, e me disse para fazer compressas quentes e evitar o uso do maxilar, como por exemplo comer algo duro ou conversar.

Liguei então para o consultório do tal Dr. José Lopes e implorei por um atendimento. A secretária disse que o único horário seria amanhã as 09 horas da manhã. Bem no horário da minha prova de Processo Penal. Disse que não dava, que tinha que ser outro horário. Ela ficou de ligar mais tarde para confirmar um novo horário para atendimento.

Sentei na mesa para almoçar. É horrível almoçar com dor. Não existe prazer algum, a comida perde o sentido. É algo sofrível que você tem que fazer.

Fui pra cama novamente. Não queria ficar sentindo dor, queria dormir pra passar. A Pri deitou comigo e ficou lá, como uma mamãe zelando da criança com febre. Dormia e acordava. Tive pesadelos, acho que por causa das dores. Neste meio termo, a Pri recebeu a ligação da secretária do consultório do Dr. Lopes, dizendo que eles tinham encaixado um horário as 17h45min! Um alívio!

Três horas fui acordado e me enrolei pra sair da cama. Tinha que dar aula as 16h e tinha ainda que preparar a aula. Vinte minutos depois levantei de fato e fui preparar a aula no notebook na cozinha, enquanto a Pri fazia um café. Preparei um material sobre Shopping (expressions, comparative, vocabulary) e fui pra escola.

Dei minha aula, voltei pra casa, tomei banho, fiz a barba e saí correndo. Deixei a Pri no balão da JK (perimetral) e acelerei em sentido à Av. Rio Branco. Estava atrasado e dirigi igual um maluco, zigue-zagueando todo mundo e passando sempre na última bolinha do sinal verde nos semáforos.

No consultório (bem grande e moderno), fui atendido pelo magro e questionador Dr. José Lopes. Depois de uma bateria de perguntas e uma análise na cadeira de exame, ele chegou aos apontamentos de que eu estou cerrando meus dentes há muito tempo, forçando meu músculo maxilar a deixar a boca fechada, e que a ausência do meu dente pré-molar no lado inferior esquerdo (eu tenho um dente de leite ainda!) não é a causa principal da dor, mas sim o jeito como estou me comportando. Se não é ansiedade ou preocupação, é simplismente o jeito que deixo minha boca fechada durante o dia, causando uma hipertrofia muscular no meu maxilar. Ele fez um pedido de uma radiografia panorâmica e receitou a continuidade com os remédios que já estou tomando (Nimesulida e Dipirona).

Se a dor não melhorar até Sexta-feira, devo ligar para aumentarmos minha medicação.

É muito ruim ficar com dores constantes. Eu já sinto falta de estar bem, simplesmente vivo e bem. De sentar num sofá ou apoiar-se numa janela olhando para o céu e respirar, com a mente tranquila e o corpo relaxado. Mas agora fico assim, com o músculo latejando somente no meu lado esquerdo, me impedindo de estudar em paz, de comer, de deitar...não sei nem como tive coragem de escrever esse texto. Fui impulsionado pelo sentimento humano de compartilhar as dores, na esperança de melhorá-las.

Ah, também preciso da ajuda de vocês pra minha próxima consulta: alguém já me viu com a boca fechada, forçando-a até o músculo lateral do maxilar ficar saliente?

Preciso levar um relatório no próximo encontro. É difícil se analisar! A gente não repara nessas coisas.

3 comentários:

Rafael Zanatta disse...

ô tse bebe.

vc vai ficar bem.
vc é fortão!

Rafael Zanatta disse...

é a pri ta? hehehe

Marcia disse...

Filho, quando eu fiz mestrado eu tive esse problema de pressão nos dentes, na época eu usava uma placa na boca pra diminuir a pressão e o ranger dos dentes, lembra? Pois, é, muito disso é ansiendade, veja bem como tá sua cabeça meu amor. Te amo e conversamos.

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