A vida continua...

Todo mundo conhece o Nirvana. Toda essa nossa geração (nascidos na década de 80) cresceu ao som dessa banda, tido como uma das mais importantes da história do rock, goste você ou não. Aliás, todos conhecem o trágico fim da banda e de seu líder, Kurt Cobain, que se matou com um tiro na cabeça no ano de 1994, deixando para trás fama, mulher e filho.

Mas e o resto da banda?

O baterista? Ah, Fácil! Todos conhecem o boa gente do Dave Grohl. Músico renomado. Além de ser o baterista do maior nome do grunge de Seattle, Grohl ressurgiu após o fim do Nirvana como frontman (guitarra e vocal) de outra gigantesca banda do mainstream, o Foo Fighters. E vira-e-mexe aparece fazendo participações com outras bandas, como Queens of the Stone Age. Além de ser um excelente ator em seus video-clipes (veja Learn to Fly, por exemplo).

Mas e o baixista?
Kurt Cobain: louco de pedra!

Rapaz...como é o nome dele mesmo?

Pois é. O pouco comentado Krist Novoselic hoje é músico, escritor e político, pasme você.

E eu só fui descobrir isso hoje pelo twitter (aliás, siga-o! O cara é bacana!)

Krist, após o fim do Nirvana, integrou o Joint Artists and Musicians Political Action Committee, utilizando do poder político obtido pelo sucesso dos grupos de Seattle. Esse comitê, no final de década de noventa, era responsável por debates políticos, lutando contra leis impostas por Washington.

Para Novoselic, música é política. Isso fica claro no seu livro Of Grunge and Government: Let's Fix This Broken Society. Neste livro, ele explica as origens do movimento grunge, o comportamento anti-establishment e as sutis diferenças do movimento de Seattle com o punk ("This was simply pop music turning throught its cycle of reinvention, but with a big dose of ideology mixed in. Some fanzines were very dogmatic, demanding a purity of ethic. Even though I was a believer in punk, how could I reject the music that gave me so much joy? Where would the world be without Black Sabbath? If punk was about freedom, why conform to some kind of molded identyty? If I wanted to wear a uniform, I'd join the military. I believe that punk is a state of mind. It's about making your own way. And regardless of orthodoxy, I felt punk was messianic. In a lot of ways it did save me. An alternative vision didn't have to be stuck in the hippy 1960s - it was reborn through punk! A new generation was offered the promise of liberation from the status quo. And we were given community to boot").

Krist Novoselic: mais pra professor universitário do que rockstar.

Nesse mesmo ano de publicação do livro (2004), Krist se afiliou ao Comitê Democrata de Washington, participando ativamente das discussões políticas de sua região como presidente do Wahkiakum County Democratic Party.

Krist também publica textos em um canal de blogs de Seattle. Um bom texto é o Music Can't The World If The It Isn't Ready for Change, publicado em 30 de Março. Nele, ele explica: Nirvana was a punk band. We came from the punk world, but one day the world came to us. It was quite a transition from being in a subculture to being on the radio and television in heavy rotation. There were many personal adjustments, but at this time I want to say how I still carried that idealism.

Novosic conclui: Did the whole wide world really change? I don't think so, but I'll tell you this: I have met many who have told me how much Nirvana changed their lives. So things did change, but on an individual basis. Like that bored dude folding tortillas into burritos in Aberdeen in the early '80s, I'm sure these people were ready for change. All they had to do was be open to it.

Com razão.

3 comentários:

Hífen disse...

pode crer que esse cara, o krist - que aqui em casa já é brother pois entrou para o "rockoply" - minha versão do banco imobiliário feita em casa com o tema 'produção musical de discos de rock' ao invés do competitivo e ao mesmo tempo monótono tema 'mercado imobiliário do eixo rio-sao paulo' - está muito bem pelo que mostra sua matéria rafa.
Eu admito que tenho muito medo quando músicos viram políticos e quando políticos viram músicos: como foi o caso do pai do supla cantando bob dylan aquela vez.
Quando o Gilberto Gil foi nomeado para o cargo de ministro da cultura eu tive um leve infarto no olho esquerdo. Dai perguntei pro Guigo ou pro Google... não lembro direito, mas descobri que o tal Gilberto tinha uma carreira política por trás e pelos flancos da carreira de músico, então fiquei muito satisfeito e umas dez vezes mais tranquilo.
Ter um rockstar como governante não me agrada nenhum pouco. Tal qual o filme "IDIOCRACY" em que o presidente dos estados unidos de 2505 era um lutador de luta-livre e ator porno.
Como o Krist é punk4ever_69@ig.pop e mora nos estados unidos, eu fico muito alegre. Não me agradaria muito ver o Fábio Elias saindo do sertanejo e entrando pra camara de vereadores de curitiba não!

sei lá... acho que pro cara ser músico ele tem que estudar pra isso e pra ser político tem que estudar pra isso.

o batera do pixies virou mágico de truques de cartas e coisas pseudocientíficas... eu gosto muito dele, mas ele como mágico é um desperdício, já o Fábio Elias seria um perigo na camara.
(brincadeiras a parte... não tenho nada contra ele não... só contra aquele lance dele virar cantor sertanejo u know?... então...

desculpa esse finzinho caótico, mas em resumo é: cada um tem que estudar pra ser o que quer ser na vida. sempre. essa é minha opnião.

política é coisa séria.
ser politizado é outra coisa.
o povo anda tão burro que ninguém mais é nem politizado, dai quando um cara tem opnião e carisma ele acaba por se tornar líder, e isso é um perigo, já provamos disso com o nazismo. Não basta ter uma idéia e saber convencer as pessoas. a idéia tem que ser boa e vc tem que saber escolher as pessoas a serem lideradas.

enfim, eu só votei pra presidente e pra vereador e não tenho vergonha dos meus 2 unicos votos até hoje: LULA e JOBA.
vendo meu algoritmo de votos, se o cara tiver barba e 4 letras no nome: tá eleito.

eu sou direitista, conservador, anarcopunk ortodoxo e não troco a minha falta do que dizer por nada.
por isso... fui.

Bruno Vicentini disse...

Lembram quando esse maluco jogou o baixo pra cima e caiu na cabeça dele? Se não me engano foi num show da MTV mesmo, não sei, mas eu lembro da cena.

Ben-Hur, meu querido, eu tenho muito medo de você quando diz "cada um tem que estudar pra ser o que quer ser na vida". Com direito a um sonoro e emblemático "sempre" em seguida. Porque me lembro do que venho estudando há tempos e tenho um calafrio. Espero não ter casado com uma carreira jurídica, caso contrário, ai de mim. Não descarto a possibilidade de abrir uma carrocinha de cachorro-quente, que aqui não se chama assim.

A conjunção dos fatores ROCKOPOLY + PIXIES trouxe-me de volta uma distante lembrança: sou guardião de uma peça de quebra-cabeça. A peça 42/62, lado Norte, com a inscrição "It's Educational! It's Educational! - Pixies". Você lembra disso, né? Pretende ainda reunir as peças?

No mais, também não troco a minha falta do que dizer.

Abraço!

prisci disse...

Os Paralamas já eram! (Piada interna)

a-ha

(Falta do que dizer?)

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