Bandidos de Toga: crise institucional?

A chapa está quente em Brasília. Depois que a ministra Eliana Calmon (STJ), corregedora do CNJ, perdeu a paciência e afirmou que a diminuição dos poderes do Conselho Nacional de Justiça implicaria no "primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga", associações de magistrados do país inteiro publicaram notas de repúdio às declarações de Calmon e ao CNJ. Para piorar, o presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Cesar Peluso, fez a seguinte declaração na manhã de terça-feira: "A respeito de declarações publicadas em jornais desta data, que de forma generalizada ofendem a idoneidade e a dignidade de todos os magistrados e de todo o Poder Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça, no exercício do dever constitucional de velar pela integridade da magistratura, repudia, veementemente, acusações levianas que, sem identificar pessoas, nem propiciar qualquer defesa, lançam, sem prova, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade, garantindo a segurança da sociedade e a estabilidade do Estado Democrático de direito, e desacreditam a instituição perante o povo".

Será que veremos a competente Eliana Calmon deixar o cargo? Ou conseguirá ela superar a polêmica de suas declarações e empoderar a corregedoria do CNJ?

2 comentários:

Pádua Fernandes disse...

Olá, Zanatta. Fiz uma ligação para este post seu aqui: http://opalcoeomundo.blogspot.com/2011/09/desarquivando-o-brasil-xix-livro-do.html
Abraços, Pádua.

Rafael A. F. Zanatta disse...

O STF decide hoje sobre a constitucionalidade da Resolução 135 do CNJ: http://www.cnj.jus.br/images/resolucoes/resolucao_gp_135_2011.pdf

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