Rock em pauta

Caramba, que confusão. Cheguei do Maringá Park, onde fui participar do painel sobre produção de música independente com o Carlos Miranda (notório produtor gaúcho, que ficou popular no Ídolos) e todo o pessoal do rock autoral de Maringá, liguei para a Pri na Cultura Inglesa e ela me disse:
- Michael Jackson morreu, cara!

Liguei a televisão na CNN e está tudo uma bagunça de informações! Uns canais dizem que ele está em coma, outros dizem que ele já bateu as botas. Na Multishow eles estão passando os clipes do "King Of Pop" anunciando a provável morte do cantor, na GloboNews já anunciaram a morte dele, assim como na UOL e outros meios, através da notícia divulgada pelo L.A. Times. Na CNN, estão mais cautelosos, dizendo que ele teve uma parada cardíaca. Com certeza, esse vai ser o assunto mais discutido das próximas 24 horas.

Mas não obstante esse fuzuê causado pela suposta morte do pequeno Jackson (que eu, honestamente, curto muito - até tenho o álbum Thriller), eu queria falar que o evento lá no Maringá Park foi muito bacana. Tinha gente de várias bandas de Maringá, galera que se conhece toda pelo menos de vista, tinha os jornalistas de rock da cidade, os blogueiros, os interessados, e até quem caiu de para-quedas lá e acabou entrando na discussão.
Na mesa estavam o Miranda (músico da cena gaúcha dos anos 80, fundador da Banguela Records, produtor de rock), Jany Lima (do Programa Credencial, como mediadora), o Andy Iore (jornalista do Diário e apresentador da Universitária FM), e o Marcelo (produtor, organizador da DemoSul). Os assuntos sobre a cena independente foram expostos com bastante clareza, e serviu como incentivo para os músicos e pessoal do rock de Maringá: MEXAM SEUS TRASEIROS!

O Miranda fez uma palestra bem engraçada, naquele jeitão que o Brasil inteiro viu no programa do SBT. Um dos pontos altos da sua fala foi dizer que o Engenheiros do Hawaí era a banda gaúcha mais coerente. Eles são 100% ruim. Maldade! Bom, além disso, ele meteu o pau nos músicos sem alma, que não passam de filhinhos-de-papai empunhando uma guitarra achando que vão fazer sucesso no rock, meteu o pau no pessoal que não organiza festivais, meteu o pau nas bandas que não vão pra São Paulo, meteu o pau nos produtores que não falam que as bandas são ruins, meteu o pau, meteu o pau, meteu o pau...

Mas foram sábias lições. Espero que sirva de incentivo para todo mundo que já se envolveu ou se envolve atualmente com o rock autoral na cidade para fortalecer esse eixo do Noroeste do Paraná, e quem sabe criar uma forte cultura do "Rock Pé Vermelho"!

AAUUUUUUUUUUUUUU! (pegadinha no saco, alá Michael Jackson)

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