Richa irá ao Senado?


O que se espera um Governador de Estado depois de um massacre sangrento aos professores do ensino básico, como ocorrido no último dia 29 de abril em Curitiba?

No mínimo, o cidadão espera explicações. O que ocorreu nesse dia? Quem deu as ordens para uso de bombas? Por que havia policiais armados em cima de prédios? Quem são os responsáveis pela violência generalizada? De que modo pode-se argumentar que ela foi legítima? O que mudará a partir de agora? Como evitar que a tragédia se repita?

São muitas as perguntas indignadas, porém sem resposta por parte da liderança do executivo no Paraná. Em meio ao silêncio, o sentimento dos cidadãos é de corrupção das bases democráticas do Estado, como o direito à manifestação pacífica e liberdade de expressão.

Uma tentativa de restauração da democracia no Paraná está sendo realizada, porém sem a devida cobertura midiática e pressão da população.

Amanhã (06/05), às 09h, o Senado Federal promoverá a audiência pública Confronto entre a Policia Militar e os Professores do Paraná, a pedido da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (ver requerimento aqui). 

Trata-se de uma tentativa da oposição de reunir o Governador, o Conselho Federal da OAB, o Secretário de Segurança do Estado do Paraná (Francisco Francischini), o Chefe da Casa Militar do Paraná (Cel. Adilson Casitas), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (Hermes Leão) e o Ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (Pepe Vargas).

Mais importante: trata-se de uma oportunidade para que a população participe do debate e cobre explicações das autoridades públicas. A novidade boa é que todos poderão acompanhar a audiência online, participando ativamente com perguntas e comentários.

Não podemos ficar parado. Precisamos cobrar a presença do Governador e de explicações pelo ocorrido. Essa é a oportunidade para que ele preste contas não somente aos paranaenses, mas a todos os cidadãos brasileiros que se indignaram com o ocorrido na última semana.

A causa não é dos professores, mas de todos. Precisar participar, divulgar, cobrar e se revoltar.

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