"Se não agora, quando?": As mulheres italianas contra o machismo berlusconiano

Não são apenas os movimentos de esquerda que estão contra a enfraquecida coalizão de Berlusconi na Itália. Ontem, 13 de fevereiro, as mulheres italianas (le donne) tomaram as praças do país e pediram a saída do Presidente e o fim da humilhação às mulheres. Segundo o La Repubblica, somente em Roma foram 200.000 mulheres gritando "basta!".

Os protestos são fruto do movimento "Se Non Ora, Quando?" que demanda uma nova postura das mulheres em face das repetidas degradações à imagem feminina causadas principalmente pela conduta de Silvio Berlusconi, chefe de Estado. "In Italia la maggioranza delle donne lavora fuori o dentro casa, crea ricchezza, cerca un lavoro (e una su due non ci riesce), studia, si sacrifica per affermarsi nella professione che si è scelta, si prende cura delle relazioni affettive e familiari, occupandosi di figli, mariti, genitori anziani. Questa ricca e varia esperienza di vita è cancellata dalla ripetuta, indecente, ostentata rappresentazione delle donne come nudo oggetto di scambio sessuale, offerta da giornali, televisioni, pubblicità. E ciò non è più tollerabile", diz o apelo no blog oficial do movimento.



Além do website, a mobilização dominical foi organizada pelo Facebook e por vídeos no Youtube, como esse abaixo.



Já era tempo de uma manifestação com esse propósito. Não só na postura berlusconiana (repleta de escândalos e declarações machistas) que as mulheres são vistas como objeto sexual, mas também na televisão - em especial em toscos programas exibidos na rede aberta e em canais controlados por Beslusconi através de sua empresa MediaSet.

Os protestos de ontem (chamados de "subversivos" por Berlusconi) tentam modificar um terrível traço da cultura italiana: a submissão feminina frente ao poder do homem no âmbito familiar, social e político (e filmes sobre ítalo-americanos retratam bem essa relação, como em The Godfather e Raging Bull).

Chega de humilhação e postura passiva.

Como escreveu Natalia Aspesi, as mulheres disseram basta ao governo e ao seu líder e permanecerão em vigília: das praças de ontem foi descoberto uma reserva de energia, de inteligência, de beleza, de poder, de senso de futuro feminino, que parecia estar disperso ou resignado. Le donne têm objetivos ambiciosos, assegurando que não desistirão e não voltaram atrás, ainda mais depois de uma extraordinária e espontânea prova de força. Niente, ma proprio niente, sarà più come prima (nada será como antes).

2 comentários:

Lari Croft disse...

Mandaram muito bem!

Alê Barros disse...

Olá!
Gostaria de compartilhar com você este lindo poema da Brunna Paese.

SER MULHER

Ah, ser mulher!

Ser mulher é ver o mundo com doçura,
É admirar a beleza da vida com romantismo.
É desejar o indesejável.
É buscar o impossível.

O poder de uma mulher está em seu instinto
Porque a mulher tem o dom de ter um filho,
E cuidar de vários outros filhos que não são seus.

Ah, as mulheres!
Ainda que sensíveis
Mulheres conseguem ser extremamente fortes
Mesmo quando todos pensam que não há mais forças.

Mulheres cuidam de feridas e feridos
E sabem que um beijo e um abraço
Podem salvar uma vida,
Ou curar um coração partido.

Mulheres são vaidosas,
Mas não deixam que suas vaidades
Suplantem seus ideais.

Muitas mulheres mudaram o rumo
E a história da humanidade
Transformando o mundo
Em um lugar melhor.

A mulher tem a graça de tornar a vida alegre e colorida,
E ela pode fazer tudo isto quantas vezes quiser
Ser mulher é gostar de ser mulher
E ser indiscutivelmente feliz
E orgulhosa por isso.

- Brunna Paese -

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