Maringá do dia a dia, do trânsito louco e das noites febris

Saiu hoje, no jornal O Diário do Norte do Paraná, uma matéria muito bacana sobre o projeto "Contos Maringaenses", idealizado pelo Michel Roberto de Souza, que publicará em Setembro um e-book com diversos contos de jovens escritores maringaenses.

Em Junho, escrevi um texto sobre a "produção literária dos blogs maringaenses", explicando a proposta do projeto e listando alguns escritores de destaque desta nova safra.

A matéria expõe de forma (ainda mais) eficiente o singelo e brilhante trabalho do Michel de organizar a produção literária de Maringá através de um e-book.

Acompanhe:

Maringá é parte das histórias, como cenário e até personagem, mas não é necessariamente a Maringá cartão-postal, aquela da Catedral, do Parque do Ingá e das avenidas arborizadas vistas do alto. Ao invés disso, a Maringá do dia a dia, do trânsito louco e das noites febris, da violência e da indiferença.

Os bairros, ruas e a Rodoviária Velha (e agora semidestruída) estão lá, mostrados em linguagem crua, como convém à nova geração de escritores locais, de estilo agressivo forjado em blogs - a maioria dos autores tem seu próprio blog para divulgar suas obras literárias.

Esse novo (ou outro) perfil literário local estará representado no e-book "Contos Maringaenses", antologia que traz obras ligadas, de alguma forma, à cidade e que deve sair até o final do ano. O projeto conta também com um blog que reúne algumas dessas obras e outros textos de escritores locais: o contosmaringaenses.blogspot.com, onde 22 textos podem ser conferidos.

"Foto: Raoni Wohnrath"

Um dos idealizadores do projeto, Michel Roberto Souza conta que acessava blogs de poetas e contistas de Maringá e percebeu que a maioria dos escritos trazia uma forte ligação com a cidade.

"Uma vez, quando estive em São Paulo, me perguntaram sobre o que tinha de bom em Maringá. Na hora, me veio um monte de coisas para dizer, mas acabei falando que era uma cidade pacata, com um verde exuberante. Mas Maringá não é só isso, já é uma cidade complexa, apesar de ser do interior. Foi assim que surgiu a ideia, foi um desafio que fiz a alguns amigos e, por causa da internet, está crescendo", diz Souza.

A opção pelo e-book foi de natureza econômica e também para que os leitores tenham um maior acesso ao resultado final. Para publicação no blog, não há uma seleção dos textos. Tudo o que é enviado é publicado. Já para o e-book, haverá um critério de corte. "A seleção se deve ao fato de ser um livro temático. Se fugir ao tema, zera no vestibular", avisa Souza.

Em entrevista completa com Michel Souza e Marcos Peres você lê aqui. Nela, Marcos mostra otimismo com o projeto: O projeto de inovação é tamanho que Marcelino Freire e Carpinejar queriam alterar o próprio nome do projeto, alegando que “Contos Maringaenses” soa muito acadêmico, como uma antologia dos escritores tradicionais. Em uma mesa de bar, Marcelino optou por nomes radicais e queria até que o projeto fosse batizado com o nome de uma prostituta da cidade. Em seu twitter, divulgou que aqui sairia um livro chamado Gagá, de jovens porretas e que faria sucesso.

É literatura de mesa de bar!

Um comentário:

Luísa Alves disse...

Boa tarde

Trabalho para divulgar os eventos da Unisinos (http://www.unisinos.br) e estamos promovendo, juntamente com o Instituto Humanitas (http://www.ihu.unisinos.br/), o XI Simpósio Internacional IHU. Neste ano, o tema será O (Des)Governo Biopolítico da Vida Humana.

Vamos contar com a presença de inúmeros professores da universidades nacionais e internacionais. E como o público do evento é de acadêmicos das áreas de humanas de todo o Brasil, pensamos que seria interessante para o seu blog.

Tenho mais informações para repassar a vocês, se houver interesse, ok?

Estou à disposição. luisaalves83@gmail.com

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