Pensamentos econômico-jurídicos

Meus caros amigos.

Estou entrando numa daquelas fases em que o Thiago Soares do blog Espora de Galo entrou no ano passado, ao encarar o trabalho de conclusão de curso.

No meu caso, trata-se da Monografia Jurídica, requisito necessário para a conclusão do curso de graduação em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (a melhor do Paraná, diga-se de passagem!).

Pois é. Não é fácil.

Quer dizer, ela até pode ser fácil. Mas eu optei em fazer um trabalho sério e estou analisando a influência do Banco Mundial e da teoria da eficiência nas recentes "Reformas do Judiciário" brasileiro. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar, utilizando-se de conceitos do Direito e da Economia, ou melhor, da assim chamada escola "Direito & Economia".

Eu sei que pra maioria dos visitantes esse é um assunto muito chato e por isso eu até evito falar nele. De fato, o Blog do Zanatta nunca foi um blog científico, acadêmico ou jurídico. É um blog pessoal; e portanto, não serei incoerente a ponto de comentar assuntos só de cunho jurídico aqui. Outro blog, próprio pra tais discussões, é o melhor caminho.

Bom.

Onde quero chegar é muito simples: os "Pensamentos na Cidade Canção", antes tão amplos e diversificados (sobre literatura, música, filosofia, cotidiano, e outros), ultimamente tem se limitado a reflexões meramente jurídicas.

Tenho respirado Direito.

Deixei de lado o livro A Queda, de Albert Camus, para ler os artigos de Ronald Coase e sua teoria dos custos de transação (The Problem of the social cost, 1960).

Parei de escutar e resenhar meus queridos discos de rock independente para ouvir palestras no YouTube de Richard Posner, e sua teoria da maximização do bem-estar social sob o viés econômico.

Deixei a Fender Stratocaster de lado para dedilhar folhas e folhas de artigos sobre as origens de Escola de Chicago Law & Economics e sua conseqüente contraposição, a Critical Legal Studies.

Enfim. Tenho concentrado meus esforços para buscar uma visão crítica da Análise Econômica do Direito e das recentes reformas institucionais (principalmente a do Judiciário), para enfim ver a real influência do Banco Mundial (das reformas de segunda geração e dos valores impostos pelos documentos técnicos 319 e outros) no cenário brasileiro.

A tarefa não é fácil.

Pesquisar e escrever sobre um tema pouco discutido e complexo como este é uma tarefa árdua. E é uma tarefa para o ano inteiro.

De qualquer forma, vou tentar canonizar meus finais de semana e reservar algumas preciosas horas para o lazer e para a reflexão descontraída, sem esse vínculo acadêmico que estou tendo, publicizando minhas ideias aqui.

Pois afinal é isso que gosto de fazer. Conversar com você. Entrar em sua mente através das palavras e dos signos aqui expressados. É um monólogo prazeroso, pela simples ideia de que a comunicação é estabelecida de forma indeterminada e contínua nesse multiverso virtual.

Uma vez escrito e lido, torna-se eternizado.

E eu não posso perder isso, tampouco perder você.

Aguenta firme e seja paciente.

Isso serve pra nós dois.

5 comentários:

Bruno Vicentini disse...

é fácil pra você, você gosta do curso! você gosta dessa hipnose barroco-claustrofóbica! acuso-te com minhas unhas negras!


aguente firme e seja paciente.

Andye Iore disse...

nao desanime... siga em frente q toda essa dedicação será recompensada em breve!

rannah disse...

por isso faz quase um mês que não vejo você e a pri (uem não conta). tá perdoado. :)

Wilame Prado disse...

A gente espera você, caro Zanatta! Bom último ano para você; é foda mas é bom no final. Pior do que isso é só o primeiro ano no mercado de trabalho, hahaha. Abração!

michelle disse...

é bem legal seu tema rafa! com certeza vai dar mto trabalho! minha monografia tb envolveu alguns aspectos do comércio internacional e afe... não tem doutrina nenhuma, só artigo científico mesmo :/ e de desconhecidos... mas no fim dá tudo certo!

e o bom de falar sobre um tema assim estranho é que a banca não faz nenhuma pergunta! hauhauhauha

=*

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