Vampire Weekend, Contra

Introdução
O Vampire Weekend foi a banda que embalou meu verão na Inglaterra em 2008. O disco homônimo estava na seção "Staff Recommendations" da Zavvi Stores de Piccadilly Circus, uma das lojas de disco que eu mais freqüentava na época. Baixei o disco e me surpreendi com a qualidade dessa banda nova-iorquina e pela mistura muito esperta de afro-beat e elementos de música africana (como havia feito Paul Simon, no celebrado disco Graceland, de 1986 - um clássico) com indie rock.

O disco de estreia é incrível. Um feito na recente história do rock. Não é atoa que entrou nas diversas listas de melhor disco do ano, banda revelação ou melhor debut álbum. Entre as minhas músicas favoritas estão Campus, I Stand Corrected, Mansard Roof, Oxford Comma e Cape Cod Kwassa Kwassa. Verdadeiras sublimações musicais!

Em 2010, incumbiu ao VW a difícil missão de lançar um segundo disco tão bom quanto o primeiro. E não sei se cumpriram o dever de casa.

Em ano de Copa do Mundo na África do Sul, a mistura de elementos de música africana com o rock me parece muito conveniente. A banda também é conhecida por ser uma das mais "nerds" do cenário musical. Suas referências literárias e acadêmicas são diversas, considerando que todos os membros são graduados pela Columbia University. Não duvido da inteligência e da ambição desta banda de jovens e espertos americanos.

"It feels so unnatural, Peter Gabriel too!"

Na segunda semana de janeiro foi lançado então o disco Contra, amplamente divulgado na mídia por ser o primeiro "grande" lançamento do ano.

Pois bem. Vamos à resenha.

Resenha "track by track"
A faixa de abertura, Horchata, mais parece uma daquelas trilhas de propaganda da Coca-Cola patrocinando a Copa no continente africano. Teclados animados, vocais melódicos e muita percussão (um dos grandes trunfos do primeiro disco).

White Sky abusa dos falsetes, duas vozes e sintetizadores. Uma música pegajosa, no bom sentido. Já a terceira faixa, Holiday parece mais o Vampire Weekend do primeiro disco: bateria simples, acordes maiores e alegres e um arranjo modesto. California English é pura vanguarda musical, com diversos efeitos na voz (que beiram os efeitos de hip-hop/rap), forte influência melódica africana, bateria acelerada, e teclados e guitarras que parecem tocar errado de propósito.

Taxi Cab, quinta faixa do disco, também rouba a cena por suas peculiaridades. É meiga, com uma letra inteligente. Run é atemporal e poderia muito bem ter sido composta por David Byrne no Talking Heads. Trompetes, bateria bem montada, sintetizadores e falsetes formam o arranjo e melodia dessa boa faixa.

Cousin é a música de trabalho do disco. O famoso single. Ezra Coenig, o vocalista, nos surpreende com seus vocais bizarros e sua maneira guitarrinha nas últimas cordas (como bem fez na maioria das faixas do primeiro disco). A faixa é a A-Punk do novo disco. Vale a pena conferir.

Giving Up The Gun e Diplomat's Son são mais medianas. Meras repetições de melodias e arranjos das músicas anteriores. O disco, na décima faixa, encerra com I Think You're Contra, uma música lenta, com falsetes vocais, arranjos de violino e base de teclado em poucas notas. Encerramento clichê, mas muito competente.

Conclusões
O segundo disco da banda não é tão empolgante quanto o primeiro. Ao mesmo tempo, é muito mais complexo e de difícil digestão sonora - o que é um bom sinal. Excelentes discos geralmente trazem essa impressão de serem ruins, bizarros ou estranhos na primeira audição, te seduzindo aos poucos.

A mistura de afro-music com indie rock também é um campo pouco explorado, sendo o Vampire Weekend umas das poucas bandas a se aventurarem nessa riquíssima área musical. A banda soa como se Paul Simon tivesse topado com The Clash, David Bowie e Elvis Costello num campus universitário.

O disco é bacana. Mas não vai muito além disso.

Mas quem sabe não mudo minha opinião ouvindo mais algumas dezenas de vezes? Confesso que nesse ritmo alucinante de curso de férias na UEM e estágio no período da tarde mal tive tempo de abrir uma cerveja e curtir o álbum nas alturas.

5 comentários:

Anônimo disse...

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Michel Roberto disse...

ouvi os dois discos do vampire weekend hj de manhã...

achei o segundo bem mais interessante que o primeiro. bem mais cheio de vida, não sei se por causa da percussão ou uma melhor produção...

ou seja, achei o segundo mais empolgante.

Let me be myself. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guax disse...

http://www.rockinpress.com.br/2010/02/08/listas-os-melhores-e-piores-de-janeiro-de-2010/

Primeiro Lugar!
Achei ótima as músicas! :}

Francisco Junior disse...

Não conheço, mais vou conferir ;)

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