A UEM depois de um ano

Hoje foi uma manhã emocionante pra mim. Colocar os pés na UEM depois de um ano fora do país me deixou extremamente feliz.

Eu não sei se disse em outras ocasiões, mas eu realmente gosto dessa universidade. Ela tem seus defeitos, claro, como toda instituicão de ensino (ainda mais pública e estadual), mas é um local onde se reúne muita gente, muitos sonhos, muitos interesses e muitas pessoas interessantes. É um local livre e jovem, com uma energia gostosa. Quem já sentiu esses ares sabe do que eu estou falando.

Além disso, eu tenho uma dívida vitalícia com a UEM. Se não fosse por ela, um carinha de 18 anos chamado Odacir Antonio Zanatta não teria deixado a cidade de Bauru-SP pra estudar Agronômia em 1983. Esse mesmo carinha, fã de U2 e Bob Dylan, não teria arrumado um emprego como professor de biologia nas escolas maringaenses e não teria conhecido uma aluna chamada Márcia Regina Ferreira. Se não fosse pela UEM, eles não teriam namorado e muito menos feito amor numa cama de solteiro numa república na Vila Esperanca, dando origem 9 meses depois à essa pessoa chamada Rafael Augusto Ferreira Zanatta - que aqui escreve.

Além desse carinho inato que eu tenho pela UEM, me apeguei muito ao curso de Direito no bloco D-34, ao Centro Acadêmico, ao Diretório Central dos Estudantes (que não fazia parte, mas que sempre estava por lá conhecendo os membros das diferentes gestões). Me apeguei às pessoas, principalmente. Como eu gosto de vocês, estudantes. Como eu gosto dessa alegria inocente com relacão à vida, esse estilo-universitário-de-vida.

Hoje eu vi muita gente que não via desde Dezembro de 2007. Muitos calouros, que hoje estão no terceiro ano, o pessoal da minha turma nova (quarto ano) e os meus queridos ex-colegas que estão no quinto ano, dando adeus à Universidade.

Assisti a primeira aula de Processo Civil (minha matéria preferida nesse curso) com o Prof. Medina e fui participar do trote. O trote foi super leve e o pessoal se enturmou legal. Com o dinheiro dos calouros foram compradas 5 grades de cerveja, que se foram em meia-hora (imagina dar bebida a um batalhão no calor que fez na cidade hoje). Toquei caixa na bateria da atlética (bateria Galo Terror) e bati muito papo.

Todo mundo pergunta a mesma coisa quando me vê. "E aí Rafa (ou Zanatta), como que foi lá na Europa?". É uma pergunta muito difícil de responder e eu até hoje não absorvi por completo minha experiência de um ano fora do país, mas eu sempre deixo claro que foi positivo. Que foi massa, que valeu a pena. Valeu mesmo.

Encontrei o Tonin, que estava em Londres também durante 2008 (e não nos encontramos durante esse período por lá, por incrível que pareca) e durante uma breve conversa chegamos num consenso: é muito bacana morar em Londres, mas o paraíso é aqui. E talvez só estando fora (estudando e trabalhando num lugar distante) pra se perceber o quão boa é essa fase.

Agora deixa eu arrumar minhas coisas porque tenho aula de Prática Processual lá no bloco 10, e talvez, mais trote.

Abracos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Rafa, que massa você ter escrito isso, cara!
...um carinha de 18 anos chamado Odacir Antonio Zanatta não teria deixado a cidade de Bauru-SP pra estudar Agronômia em 1983. Esse mesmo carinha, fã de U2 e Bob Dylan, não teria arrumado um emprego como professor de biologia nas escolas maringaenses e não teria conhecido uma aluna chamada Márcia Regina Ferreira. Se não fosse pela UEM, eles não teriam namorado e muito menos feito amor numa cama de solteiro numa república na Vila Esperanca, dando origem 9 meses depois à essa pessoa chamada Rafael Augusto Ferreira Zanatta - que aqui escreve...
Que legal!
Eu te amo, filhão!
Sou seu fã!

Velho Odaça

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